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15 erros no CNIS que podem reduzir sua aposentadoria

15 erros no CNIS que podem reduzir sua aposentadoria
Pâmela Ribeiro Silva
Por: Pâmela Ribeiro Silva
Dia 03/08/2026 20h14

Descubra como identificar inconsistências no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), corrigir vínculos e contribuições antes do pedido ao INSS e evitar prejuízos no valor ou na concessão da sua aposentadoria

Meu CNIS está errado. Posso perder a aposentadoria?

Sim. Um CNIS com vínculos ausentes, salários incorretos, contribuições não computadas ou informações inconsistentes pode reduzir o valor da aposentadoria, aumentar o tempo necessário para adquirir o direito ou até resultar no indeferimento do benefício.

 

É possível corrigir o CNIS?

Sim. A maioria dos erros pode ser corrigida mediante apresentação de documentos como carteira de trabalho, holerites, contratos de trabalho, GPS, carnês, PPP, recibos de pagamento e outros documentos que comprovem a atividade e as contribuições.

 

Preciso corrigir o CNIS antes de pedir aposentadoria?

Depende. Se estiver faltando pouco tempo para sua aposentadoria e os erros podem ser corrigidos com documentos básicos, a correção pode ser feita no pedido do benefício. Entretanto, se falta muito tempo para se aposentar ou se a correção depende de documentos mais complexos, complementação, alterações de código de contribuições ou outros casos, é recomendado fazer o ajuste antes de solicitar o benefício. Preciso corrigir o CNIS antes de pedir aposentadoria?
Na maioria dos casos, sim. Corrigir o cadastro antes do requerimento evita atrasos, reduz a necessidade de recursos administrativos ou ações judiciais e permite um cálculo mais preciso do benefício.

 

Como saber se meu CNIS possui erros?

A única forma segura é realizar uma análise técnica do histórico contributivo, confrontando o CNIS com documentos pessoais, carteira de trabalho, vínculos empregatícios, carnês de contribuição, extratos previdenciários e demais registros profissionais. A análise do CNIS é bem mais complexa do que olhar o documento e ver se há indicadores automáticos indicados pelo sistema do INSS.

 

CNIS com erro pode custar anos da sua aposentadoria

A maioria das pessoas acredita que basta atingir a idade ou completar o tempo mínimo de contribuição para se aposentar. Entretanto, existe um detalhe que frequentemente passa despercebido: o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS).

Na prática, o CNIS funciona como a principal base de dados utilizada pelo INSS para analisar pedidos de aposentadoria, benefícios por incapacidade, pensão por morte e diversos outros benefícios previdenciários. Se esse cadastro estiver incompleto ou apresentar inconsistências, o sistema poderá desconsiderar períodos trabalhados, salários de contribuição ou até vínculos empregatícios inteiros.

O resultado pode ser extremamente prejudicial: aposentadorias concedidas com valor inferior ao devido, exigência de mais tempo de contribuição ou até mesmo o indeferimento do benefício.

Infelizmente, muitas pessoas somente descobrem esses problemas depois de protocolar o pedido no INSS, quando a correção se torna mais demorada e, em alguns casos, exige recursos administrativos ou ações judiciais.

É justamente por esse motivo que o planejamento previdenciário se tornou uma das ferramentas mais importantes para quem pretende se aposentar com segurança. A análise prévia do CNIS permite identificar inconsistências, corrigir informações e definir a melhor estratégia antes mesmo do protocolo do benefício.

Leia também: "Planejamento Previdenciário" e descubra como aumentar o valor da aposentadoria e evitar prejuízos.

 

O que é o CNIS?

O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) é um banco de dados administrado pelo Governo Federal que reúne praticamente todo o histórico previdenciário do trabalhador.

Nele constam informações como:

  • vínculos empregatícios;
  • remunerações mensais;
  • contribuições como empregado, contribuinte individual, facultativo ou MEI;
  • períodos de afastamento;
  • benefícios previdenciários;
  • datas de admissão e desligamento;
  • indicadores de pendências e inconsistências.

Embora seja considerado a principal fonte de consulta do INSS, o CNIS não é infalível. Dados podem deixar de ser registrados, apresentar divergências ou conter erros decorrentes de falhas no envio de informações pelos empregadores, alterações cadastrais ou inconsistências nos sistemas governamentais.

Por essa razão, o próprio INSS admite a possibilidade de complementação e correção das informações mediante apresentação de documentação comprobatória.

 

Por que um erro no CNIS pode reduzir sua aposentadoria?

O cálculo da aposentadoria depende diretamente das informações registradas no CNIS.

Cada salário de contribuição influencia na média utilizada para calcular a renda mensal inicial, enquanto cada vínculo ou período reconhecido interfere no tempo total de contribuição e no cumprimento das regras de transição previstas pela Reforma da Previdência.

Assim, um único erro aparentemente simples pode gerar consequências financeiras significativas durante toda a vida do aposentado.

Em alguns casos, diferenças de poucos meses podem impedir o enquadramento em uma regra mais vantajosa. Em outros, salários registrados incorretamente reduzem a média contributiva, diminuindo permanentemente o valor do benefício.

É justamente por isso que advogados especializados realizam uma conferência detalhada de todo o histórico contributivo antes do requerimento administrativo.

 

Os 15 principais erros encontrados no CNIS

1. Vínculos empregatícios que não aparecem no documento

Este é um dos problemas mais comuns.

O trabalhador possui carteira assinada, trabalhou regularmente durante anos, mas aquele vínculo simplesmente não aparece no CNIS.

Isso pode ocorrer por falhas antigas na transmissão das informações pelas empresas, migração de sistemas ou inconsistências cadastrais.

Sem esse período, o INSS poderá deixar de computar meses ou anos inteiros de contribuição.

Para corrir é necessário apresentar documentos como Carteira de Trabalho (CTPS), ficha de registro, contrato de trabalho, holerites, termo de rescisão, extrato do FGTS.

2. Salários de contribuição menores do que os realmente recebidos

Outro erro extremamente frequente ocorre quando o vínculo aparece corretamente, mas os salários registrados são inferiores aos efetivamente recebidos.

Como a média das contribuições influencia diretamente o cálculo da aposentadoria, remunerações incorretas podem reduzir significativamente o valor final do benefício.

A correção normalmente exige documentos como holerites, fichas financeiras, RAIS, CAGED (quando aplicável) e outros comprovantes de remuneração.

3. Contribuições pagas que não aparecem no sistema

É muito comum entre contribuintes individuais, autônomos, facultativos e profissionais liberais.

O segurado possui carnês pagos regularmente, mas determinadas competências simplesmente não constam no CNIS.

Dependendo do caso, será necessário apresentar GPS, comprovantes bancários, carnês originais, documentos que demonstrem o exercício da atividade.

4. Períodos trabalhados com registro em duplicidade

Uma inconsistência muito comum no CNIS são registros da mesma empresa que estão duplicados/triplicados por razões diversas como incorporação, fusão, mudança de CNPJ, dentre tantas outras.

Nestes casos, as remunerações do segurado ficam divididas entre vínculos diferentes ou às vezes até faltando.

Para regularizar muitas vezes precisa juntar não só documentos do segurado como a CTPS, mas também contrato social e alterações ocorridas no empregador para unificação do vínculo evitando contagem duplicada indevida.

5. Indicadores de pendência ("PEXT", "PREC", "AEXT", entre outros)

Muitas pessoas acessam o CNIS e observam siglas ao lado dos vínculos sem compreender seu significado.

Esses indicadores sinalizam que determinada informação depende de validação pelo INSS ou apresenta alguma inconsistência cadastral.

Ignorar essas pendências pode atrasar significativamente a análise da aposentadoria.

A recomendação é identificar a origem do indicador e providenciar a documentação correspondente antes do protocolo do benefício.

Se quiser ler ou pesquisar sobre todos os indicadores, acesse nosso artigo sobre o assunto: "Indicadores do CNIS: Guia completo e atualizado"

A existência de um indicador não significa automaticamente que o período será desconsiderado. Ele apenas indica que o INSS poderá exigir documentação complementar.

6. Empresas que não recolheram as contribuições previdenciárias

Um dos maiores receios dos trabalhadores é descobrir que a empresa descontava o INSS no holerite, mas não repassava os valores à Previdência Social.

Nessa situação, muitas pessoas acreditam que perderão o tempo trabalhado. Felizmente, essa não é a regra.

Quando o empregado comprova que exerceu regularmente a atividade com vínculo empregatício, a falta de recolhimento por parte da empresa, em regra, não pode prejudicá-lo. A responsabilidade pelo recolhimento é do empregador, e não do empregado.

Entretanto, nem sempre essa informação aparece corretamente no CNIS. Em alguns casos será necessário apresentar documentos que comprovem a relação de emprego, como Carteira de Trabalho, contrato de trabalho, ficha de registro, recibos de pagamento, extrato do FGTS e outros documentos contemporâneos.

7. Períodos como MEI

O Microempreendedor Individual (MEI) é responsável por um número crescente de aposentadorias, mas também por inúmeros erros encontrados em planejamentos previdenciários.

É comum encontrar situações em que o segurado acredita que poderá utilizar as contribuições do MEI para todas as modalidades de aposentadoria, quando, na realidade, a contribuição reduzida possui limitações legais.

Também são frequentes casos em que o segurado realiza cálculos incorretos de complementação, acreditando ser possível simplesmente complementar a contribuição sobre valores superiores ao salário-mínimo.

Na prática, isso não funciona dessa forma.

Esse tipo de análise demonstra que nem sempre a simples regularização das contribuições é suficiente. Em muitos casos, é necessário definir a estratégia mais vantajosa antes de qualquer pagamento.

Leia também: Como complementar o INSS do MEI para aposentadoria por tempo de contribuição.

8. Contribuições em atraso sem possibilidade de aproveitamento

Outro erro bastante comum ocorre quando o segurado realiza pagamentos retroativos acreditando que automaticamente aumentará seu tempo de contribuição.

Nem toda contribuição em atraso produz efeitos previdenciários.

Dependendo do período, da categoria do segurado e do tempo decorrido, poderão existir exigências específicas, inclusive comprovação do efetivo exercício da atividade remunerada.

Realizar recolhimentos elevados sem uma análise prévia pode representar um investimento desnecessário.

Por isso, antes de emitir qualquer GPS em atraso, recomenda-se avaliar se aquele recolhimento efetivamente produzirá efeitos para a aposentadoria pretendida.

9. Períodos especiais que não aparecem no CNIS

O CNIS normalmente registra apenas o vínculo empregatício.

Já o reconhecimento do tempo especial depende de documentos específicos, especialmente do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) e, em alguns casos, de outros documentos técnicos.

O indicador IEAN (Indicador de Exposição a Agente Nocivo) não basta constar no CNIS para que a atividade especial seja automaticamente reconhecida.

Sem a análise do PPP e da documentação técnica, o INSS normalmente computará apenas tempo comum.

10. Dados cadastrais incorretos

Erros aparentemente simples também geram grandes transtornos.

São exemplos nome divergente, CPF incorreto, NIT/PIS duplicado, data de nascimento divergente, alterações cadastrais não atualizadas.

Essas inconsistências podem impedir o cruzamento correto das informações entre diversos bancos de dados governamentais.

11. Benefícios antigos registrados de forma incorreta

Auxílio-doença, salário-maternidade, aposentadorias anteriores e outros benefícios também fazem parte do histórico previdenciário.

Informações incompletas ou equivocadas podem interferir na análise da qualidade de segurado, carência e até no cálculo da aposentadoria.

12. Falta de averbação de tempo rural

Muitos segurados trabalharam na atividade rural antes de iniciar vínculos urbanos.

Entretanto, esses períodos raramente aparecem automaticamente no CNIS.

Sem a devida comprovação documental, anos importantes deixam de ser computados para aposentadoria.

13. Tempo de serviço público ou emprego público não integrado

Servidores que migraram do serviço público para o RGPS frequentemente possuem tempo de contribuição em regimes diferentes.

Sem a Certidão de Tempo de Contribuição (CTC) ou Declaração de Tempo de Contribuição (DTC) e a correta averbação, esses períodos poderão ficar totalmente fora do cálculo da aposentadoria.

14. Contribuições realizadas em categoria errada

Não é raro encontrar contribuintes que recolheram durante anos utilizando código de GPS incompatível com sua situação.

Dependendo do erro, pode ser necessária retificação administrativa antes do pedido da aposentadoria.

Acreditar que o CNIS está sempre correto

15. Este talvez seja o maior erro de todos.

Muitos segurados imaginam que, acessando o simulado de tempo de aposentadoria do INSS, por se tratar de um cadastro oficial do Governo Federal, todas as informações estão corretas.

A experiência prática demonstra justamente o contrário.

Em praticamente todos os planejamentos previdenciários realizados pelo escritório são encontradas pequenas ou grandes inconsistências que podem alterar tanto a data da aposentadoria quanto o valor do benefício.

Não significa que todos os segurados terão prejuízo, mas significa que confiar exclusivamente no sistema, na simulação e extrato do CNIS sem uma conferência técnica representa um risco desnecessário.

Os 15 erros mais comuns encontrados no CNIS

Uma única inconsistência pode alterar o tempo de contribuição, reduzir o valor da aposentadoria ou até provocar o indeferimento do benefício.

Vínculos e remunerações

  1. Emprego não registrado
  2. Períodos de trabalho incompletos
  3. Salários inferiores aos efetivamente recebidos
  4. Remunerações duplicadas
  5. Empresas com dados incorretos

Contribuições

  1. GPS não computadas
  2. Contribuições em atraso sem validade
  3. Contribuições do MEI utilizadas incorretamente
  4. Categoria de segurado incorreta
  5. Indicadores de pendência (PEXT, PREC, AEXT e outros)

Tempo de contribuição

  1. Tempo especial não reconhecido
  2. Tempo rural ausente
  3. Tempo de serviço público não averbado
  4. Benefícios registrados incorretamente
  5. Confiar apenas no simulador do Meu INSS

Consequências possíveis

Tempo de contribuição incorreto • Carência insuficiente • Regra de aposentadoria equivocada • Redução do valor do benefício • Indeferimento do pedido • Necessidade de recurso administrativo ou ação judicial.

Antes de solicitar a aposentadoria, compare o CNIS com toda a documentação trabalhista e previdenciária. A maioria dos erros pode ser identificada e corrigida previamente.

 

Caso prático: uma análise técnica evitou um erro que mudaria toda a estratégia da aposentadoria

Em um planejamento previdenciário recentemente elaborado por nosso escritório, o segurado apresentou cálculos próprios indicando possuir 39 anos e 21 dias de tempo de contribuição.

À primeira vista, parecia que os requisitos para determinada regra de transição já estavam preenchidos.

Entretanto, durante a auditoria completa do CNIS e da documentação previdenciária, identificamos que alguns períodos concomitantes haviam sido contabilizados duas vezes.

Após a aplicação das regras previdenciárias, o tempo correto era de 38 anos, 9 meses e 21 dias. Essa diferença alterava completamente a estratégia para obtenção da aposentadoria.

A análise também revelou outro equívoco importante. O segurado pretendia complementar as contribuições do MEI para alcançar salários de contribuição superiores ao salário-mínimo. Após o estudo da legislação e dos documentos apresentados, verificamos que a estratégia correta exigia duas providências distintas: a complementação da contribuição do MEI apenas sobre um salário-mínimo e, caso desejasse salários maiores, recolhimentos específicos como contribuinte individual.

Com base nessas conclusões, foi possível apresentar diferentes cenários de aposentadoria, comparando custos, riscos e projeções de renda, permitindo ao segurado tomar uma decisão consciente sobre o investimento mais vantajoso para sua realidade.

Esse caso demonstra por que um planejamento previdenciário vai muito além de consultar o CNIS. Ele envolve a interpretação técnica da legislação, a validação dos documentos e a definição da estratégia mais segura antes do protocolo do benefício.

 

Como corrigir um CNIS com erro?

A correção depende do tipo de inconsistência identificada, mas geralmente envolve cinco etapas:

  1. Emitir o extrato atualizado do CNIS pelo Meu INSS.
  2. Conferir cada vínculo, remuneração e período de contribuição com os documentos pessoais.
  3. Identificar inconsistências, indicadores de pendência e possíveis períodos ausentes.
  4. Reunir toda a documentação comprobatória adequada para cada situação.
  5. Solicitar a regularização administrativa antes do requerimento da aposentadoria, sempre que possível.

Em situações mais complexas, como tempo especial, contribuições em atraso, atividade rural, averbação de tempo de serviço público ou regularização de contribuições do MEI, a análise técnica de um advogado previdenciarista pode evitar erros que repercutirão por toda a vida do segurado.

Como identificar erros no CNIS antes de pedir a aposentadoria

Uma conferência preventiva pode evitar indeferimentos, atrasos e redução no valor do benefício.

1. Emitir o CNIS

  • Baixar o extrato atualizado
  • Verificar dados cadastrais
  • Conferir todos os vínculos
  • Conferir remunerações

2. Comparar documentos

  • Carteira de Trabalho
  • FGTS
  • GPS
  • PPP
  • Contracheques

3. Localizar inconsistências

  • Vínculos ausentes
  • Salários errados
  • Indicadores do CNIS
  • Contribuições faltantes
  • Categorias incorretas

Análise técnica

Cada inconsistência exige um procedimento diferente de regularização perante o INSS.

Regularização

Solicitação de acerto de vínculos, remunerações ou contribuições.

Novo CNIS

Conferência após o processamento das alterações realizadas pelo INSS.

Pedido da aposentadoria

Somente após a confirmação das correções é recomendável protocolar o benefício.

Um erro não corrigido no CNIS pode alterar o tempo de contribuição, a carência, a regra de aposentadoria e até reduzir o valor do benefício.

Quais documentos podem corrigir um erro no CNIS?

Cada inconsistência exige uma análise específica. A documentação correta pode ser determinante para comprovar vínculos, remunerações, contribuições e períodos de atividade perante o INSS.

Erro encontrado no CNIS Documentos que podem comprovar Finalidade da documentação
Vínculo empregatício não aparece Carteira de Trabalho, contrato de trabalho, ficha de registro, extrato do FGTS, holerites. Comprovar que o vínculo realmente existiu e deve ser incluído no CNIS.
Salário inferior ao recebido Holerites, ficha financeira, RAIS, comprovantes de pagamento. Demonstrar a remuneração correta utilizada no cálculo da aposentadoria.
Contribuições individuais ausentes GPS, comprovantes bancários, carnês, DARF quando cabível. Comprovar o recolhimento previdenciário realizado pelo segurado.
Empresa não recolheu o INSS Carteira de Trabalho, contracheques, contrato de trabalho, extrato do FGTS. Demonstrar a prestação do serviço, mesmo diante da falta de recolhimento pelo empregador.
Tempo especial não reconhecido PPP, LTCAT, laudos técnicos e documentos ambientais. Comprovar a efetiva exposição a agentes nocivos.
Tempo rural não consta Notas fiscais, ITR, documentos de propriedade, contratos rurais, certidões e demais provas materiais. Demonstrar o exercício da atividade rural no período informado.
Tempo de serviço público ausente Certidão de Tempo de Contribuição (CTC). Permitir a averbação do período junto ao RGPS.
Categoria de segurado incorreta GPS, contratos, documentos fiscais, comprovantes da atividade exercida. Demonstrar a categoria previdenciária correta para cada período.
Indicadores de pendência (PEXT, PREC, AEXT e outros) Documentação específica conforme a exigência indicada pelo INSS. Regularizar a pendência e permitir o aproveitamento do período.
Dados cadastrais incorretos RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento. Corrigir informações cadastrais que podem impedir o processamento correto do benefício.

Importante: o documento necessário varia conforme o tipo de erro identificado. Em muitas situações, é necessário apresentar mais de uma prova para que o INSS reconheça a correção solicitada.

 O CNIS é um dos documentos mais importantes para a concessão da aposentadoria, mas não deve ser considerado infalível. Informações ausentes, vínculos incompletos, salários incorretos e contribuições não reconhecidas são situações relativamente frequentes e podem comprometer tanto o direito ao benefício quanto o valor da renda mensal inicial. Uma conferência preventiva, acompanhada da documentação adequada, reduz significativamente o risco de atrasos, indeferimentos e prejuízos financeiros.

Conclusão

O Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) é a principal base de dados utilizada pelo INSS para analisar pedidos de aposentadoria e diversos outros benefícios previdenciários. Embora seja um documento essencial, ele não está livre de inconsistências.

Vínculos empregatícios ausentes, salários registrados incorretamente, contribuições não computadas, indicadores de pendência e períodos especiais ou rurais não reconhecidos são situações relativamente frequentes e podem comprometer tanto o direito ao benefício quanto o valor da renda mensal.

Em muitos casos, o segurado somente descobre a existência desses problemas quando o pedido já foi protocolado e o benefício é concedido com valor inferior ao devido ou até mesmo indeferido pelo INSS. Nessa fase, a correção costuma ser mais demorada e pode exigir recursos administrativos ou ações judiciais.

Por isso, a conferência preventiva do CNIS deve fazer parte de qualquer planejamento previdenciário. Comparar o extrato com a Carteira de Trabalho, carnês de contribuição, PPP, extratos do FGTS, certidões e demais documentos permite identificar inconsistências antes do requerimento e reduz significativamente o risco de prejuízos.

Quanto mais cedo os erros forem identificados e regularizados, maiores serão as chances de obter uma aposentadoria concedida no momento correto e com o valor efetivamente devido.

Seu CNIS pode estar reduzindo sua aposentadoria sem que você saiba

Uma análise técnica do CNIS permite identificar vínculos não registrados, salários incorretos, contribuições não computadas, indicadores de pendência e outros problemas que podem afetar diretamente seu benefício.

Se você pretende solicitar aposentadoria ou deseja verificar se todas as informações estão corretas antes do pedido, uma análise preventiva pode evitar atrasos, indeferimentos e perdas financeiras.

Perguntas frequentes sobre erros no CNIS

O CNIS pode estar errado mesmo sendo emitido pelo INSS?

Sim. Embora o CNIS seja a principal base de dados utilizada pelo INSS, ele pode apresentar vínculos empregatícios ausentes, remunerações incorretas, contribuições não computadas, indicadores de pendência e outras inconsistências que precisam ser analisadas antes do pedido de aposentadoria.

Posso pedir aposentadoria com o CNIS contendo erros?

É possível, mas não é o mais recomendado. Se o CNIS estiver incompleto ou incorreto, o INSS poderá calcular um tempo de contribuição menor, reduzir o valor da aposentadoria ou até indeferir o benefício. Sempre que possível, as inconsistências devem ser regularizadas antes do protocolo.

Como saber se existem erros no meu CNIS?

O ideal é comparar o extrato do CNIS com a Carteira de Trabalho, extratos do FGTS, carnês de contribuição, PPP, certidões e demais documentos previdenciários. Também é importante verificar a existência de indicadores de pendência registrados pelo INSS.

Quanto tempo demora para corrigir um erro no CNIS?

O prazo varia conforme o tipo de inconsistência e a documentação apresentada. Algumas correções podem ser realizadas em poucos dias, enquanto outras dependem de análise administrativa mais detalhada e podem levar vários meses.

O INSS corrige automaticamente os erros do CNIS?

Nem sempre. Em muitas situações, cabe ao próprio segurado apresentar documentos que comprovem vínculos, salários ou contribuições para solicitar a atualização das informações constantes no cadastro.

Os indicadores do CNIS significam que perdi aquele tempo de contribuição?

Não necessariamente. Os indicadores normalmente demonstram que existe alguma pendência ou informação que precisa ser confirmada pelo INSS. Em diversos casos, a apresentação da documentação correta permite o aproveitamento integral do período.

Vale a pena conferir o CNIS mesmo que o simulador do Meu INSS indique que já posso me aposentar?

Sim. O simulador utiliza as informações existentes no próprio CNIS. Se houver erros ou períodos não reconhecidos, o resultado da simulação também poderá estar incorreto. A conferência da documentação continua sendo indispensável.

Quem nunca consultou o CNIS deve se preocupar?

Sim. Muitas pessoas somente descobrem inconsistências quando estão prestes a se aposentar. Quanto mais cedo o cadastro for analisado, maiores serão as chances de corrigir eventuais problemas antes do pedido do benefício.

Todo erro no CNIS reduz o valor da aposentadoria?

Não. Algumas inconsistências não produzem efeitos práticos, enquanto outras podem reduzir o tempo de contribuição, alterar a regra de aposentadoria, diminuir a média salarial ou impedir o reconhecimento de períodos importantes. Cada situação deve ser analisada individualmente.

É possível corrigir o CNIS depois da aposentadoria?

Em determinadas situações, sim. Dependendo do tipo de erro e das circunstâncias do caso, pode ser possível buscar a revisão do benefício para incluir períodos ou remunerações que não foram considerados na concessão da aposentadoria.

 

Na RS Advocacia Previdenciária, entendemos que uma aposentadoria segura começa muito antes do protocolo do benefício. A análise criteriosa do CNIS e da documentação previdenciária permite identificar oportunidades de correção e reduzir o risco de prejuízos futuros. Cada caso possui particularidades e deve ser avaliado de forma individualizada, considerando a legislação vigente, os documentos disponíveis e o histórico contributivo do segurado.

 

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